"De machado ao ombro, gasómetro na mão .
O passo rasgado e olhar sereno .
A tiracolo um farnel pequeno ...

O corpo tatuado por golpes de carvão !
Toupeira humana debaixo do chão .
Vai rasgando a pulso duro terreno .
Sem ver a luz do sol nem luar ameno ...
O carvão arranca a golpes de picão !
Às tuas mãos calejadas, duras .
Ao teu braço forte e abnegado ...
À tua firmeza e à tua coragem ...
A toda uma vida pejada de agruras .
Neste teu museu hoje inaugurado .
Te perpetuamos a merecida homenagem !"
30 de Setembro de 1989
Autoria: David Rodrigues
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